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Flor rara - Gabriel Chalita

Flor raraAcho que as montanhas escarpas não nos darão trégua. Mas lá no alto reside uma flor. Uma flor bela, desconhecida de muitos por falta de tempo ou atenção. Uma flor eternamente jovem porque exala um perfume generoso que empresta sabor aos alpinistas. É assim no reino imaginário das flores raras. Quanto mais se enfeita e se perfuma, mais se eterniza. Essa viagem, amigo, é longa. É a viagem que parte da razão que aprendemos para que às vezes não entendemos...

Sozinho, em meu esconderijo, convido-o e convido aos outros para entrarem em meu quintal. Há alguma sujeira que de quando em vez, limpo. Quando não limpo é porque não percebo ou percebo e tenho preguiça. Mas quando recebo visitas, minha chama se acende ainda mais. E a felicidade do acolher me dá nova disposição. Trazem-me lenha os que me amam.

Se convido para o meu quintal não é porque a sala da frente seja reservada para outros mais importantes. É apenas porque aqui ficamos mais à vontade, sem cerimônias. Se quiser convidar outros amigos e seus medos, podem vir. Podem vir as esperanças deles também.

Há bastante espaço e há bastante tempo para prosas e poesias... E tem mais, a flor rara da montanha distante resolveu morar por aqui. Ela é linda!”


(Gabriel Chalita)

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